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:: a u t o r ::

leonardo morais é "paulistano uísque paraguaio" criado desde quase sempre em "belourizonte" onde é proletário por obrigação e poeta de coração.

:: l i v r o ::

::c o n t a t o::

leodemorais@gmail.com

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tradução de Jorge Luis Borges...


César




Aqui, o quê deixaram os punhais.
Aqui essa pobre coisa, um homem morto
que se chamava César. Os metais abriram
crateras na carne.
Aqui o atróz, aqui a derradeira
máquina usada para a glória,
para escrever e empreender a história
e para o gozo pleno da vida.
Aqui também o outro, aquele prudente
imperador que recusou louros,
que comandou batalhas e baixéis
e que regeu o oriente e o poente.
Aqui também o outro, o vindouro
cuja grande sombra será o orbe inteiro.





e de León Felipe:



Drop A Star




Onde está a estrela dos Nascimentos?
A terra, crispada, estancou-se no vento.
E não vêm os olhos dos marinheiros
Aquele peixe - vamos seguí-lo! -
se vai, dançando,
à estrela polar.

O mundo é uma
slot-machine,
com uma fenda nos lençóis do céu,
sobre a cabeçeira do mar.
(Se a máquina pára,
acaba-se a corda.)
O mundo é algo que funciona
como uma pianola de bar.
(Se a corda acaba,
para-se a máquina.)
Marinheiro,
tu tens uma estrela no bolso
Drop a star!
Despertas com tua mão a nova música do mundo,
a canção marítima da manhã,
o hino vindouro dos homens...
Drop a star!
Faça navegar novamente esse barco ancorado, marinheiro
Tu tens uma estrela no bolso....
uma estrela nova de palácio, de fósforo e de imã.